EDIFÍCIOS DO FUTURO


Não deveríamos reequacionar a forma como construímos os nossos edifícios?

  • É um dado adquirido que na actualidade a construção de edifícios tem um impacto significativo no Ambiente e que os edifícios são responsáveis por um consumo energético expressivo, tanto na sua construção, como acima de tudo ao longo do seu ciclo de vida útil. Adicionalmente, as sociedades urbanas, em particular aquelas das sociedades do ‘primeiro mundo’, debatem-se de momento com um gravíssimo problema de falta de habitação economicamente acessível à generalidade das suas populações.

    Na IKEN ARQUITECTURA acreditamos que para resolver com celeridade e responsabilidade ambiental os grandes problemas que na actualidade se colocam às sociedades no domínio da falta de habitação não há como não alterar profundamente a forma como projectamos e construímos os nossos edifícios!



    Atento o elevado impacto da construção no Ambiente, quer quanto ao consumo dos recursos naturais finitos, quer quanto ao consumo energético associado ao processo de construção e à exploração dos edifícios ao longo da sua vida útil, partilhamos a visão emergente da necessidade de edificações mais sustentáveis sob o ponto de vista ambiental.



    Acreditamos que todo o sector da construção, e o da edificação em particular, se deparam hoje com uma urgente necessidade de ajustamento metodológico e tecnológico aos desafios globais da sustentabilidade. 



    Nas sociedades do ‘primeiro mundo’, a crescente falta de mão-de-obra ou o aumento insustentável do seu custo obrigam a que o sector da construção dê um salto tecnológico tendente à sua maior industrialização, traduzida, entre outros, no incremento da pré-fabricação off-site de componentes e módulos da edificação de grande escala.



    Da adopção destas abordagens inovadoras no sector resultarão necessariamente impactos expressivos para o tipo de arquitectura preconizada. Ainda que, cremos, nunca venha a deixar de haver lugar para a dita arquitectura de autor, pese embora reservada a quem a possa pagar, afirma-se-á a presença de arquitecturas mais standartizadas, economicamente mais acessíveis. Uma mudança que implicará um ajuste nos mindset do consumidor, assim como uma disponibilidade para i) promotores imobiliários ou donos da obra em geral admitirem, ii) os projectistas conceberem e iii) os cidadãos aceitarem arquitecturas menos convencionais, que incorporem este 'Zeitgeist‘ emergente.




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METODOLOGIA


As actuais circunstâncias económicas permitem manter as tradicionais abordagens metodológicas?

A elaboração de um projecto, em momento precedente à realização da obra, é a forma há muito comprovada para dar resposta com eficácia económica a necessidades arquitectónicas em presença, em detrimento ao método alternativo de 'tentativa e erro‘ in loco, sempre mais dispendioso.

Classicamente, a subsequente escolha da entidade executante do projecto é realizada por via de um concurso de auscultação de interesses junto do mercado que procura tirar vantagem da concorrência entre agentes económicos na sua disputa por encomendas.

Contudo, na circunstância económica actual presente em Portugal, a elevada procura por serviços de construção, por um lado, e a actual escassez de entidades executantes devido à falta de mão-de-obra, por outro, não favorecem a colheita dos benefícios económicos inerentes a este tipo de procedimentos cocncursais.


Na IKEN ARQUITECTURA acreditamos que a maneira como se aborda um problema impacta na forma como fica resolvido!


No contexto da elaboração de projectos de edificação, e para garantia do sucesso económico do empreendimento, são imprescindíveis, a par da prévia realização de levantamentos técnicos e de diagnósticos temáticos que permitam conhecer o melhor possível a realidade física sobre a qual incidirá a intervenção em projecto, a prévia formulação, por parte de quem encomenda a prestação de serviços, de um detalhado programa de necessidades e de requisitos técnicos a observar em projecto.


Na elaboração de projectos, é hoje imperativa a utilização de ferramentas digitais BIM, que permitam, por um lado, a modelação 3D - e, com isso, caso necessário por via de imagens fotorealista, a melhor compreensão a todos das soluções preconizadas em projecto - e, por outro lado, uma quantificação mais rigorosa de trabalhos e materiais necessários à obra, que minimize a ocorrência de erros e omissões, assim como a deteção precoce, já em fase de projecto, de incompatibilidades técnicas interdisciplinares (clash detection), assim mitigando custos indesejáveis em fase de execução. 



De igual forma impõe-se uma maior articulação entre os operadores envolvidos, quer na elaboração do projecto, quer na execução de obra e ainda na ulterior exploração dos edifícios - uma exigência que a adopção das ferramentas BIM parecem poder fomentar de forma expressiva como instrumento de trabalho transversal.

Na IKEN ARQUITECTURA adoptámos este tipo de software desde 2012, dispondo na actualidade de uma experiência comprovada na sua utilização.


Por outro lado, e para mitigar as dificuldades sentidas na contratação de entidades executantes, afigura-se-nos desejável que, quando possível, a articulação com a entidade executante ocorra logo desde o primeiro momento pela adopção de práticas metodológicas que o favoreçam, tais como p. ex. o early contractor involvement (ECI).


A conjugação de todos estes vectores dita que a elaboração de um projecto é cada vez mais resultado de um trabalho de equipa, tanto interno, como externo, desenvolvido por equipa de projecto multidisciplinar.


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ESPECIALIZAÇÃO


Está um arquitecto vocacionado para projectar qualquer tipo de edifício?

A formação abrangente e universal dos arquitectos capacita-os a desenvolverem estudos e projectos nas diferentes escalas de intervenção, dando-lhes competências profissionais tanto no domínio do planeamento do território ou do urbanismo, como do desenho arquitectónico de espaços urbanos, de edifícios e de espaços interiores – note-se, nestes últimos contextos, em edifícios para qualquer programa funcional de uso.

Contudo, o grau de exigência e o nível de responsabilidade actualmente colocados ao arquitecto na sua prestação de serviços apela que este circunscreva territórios preferenciais de desempenho profissional.


Também na profissão de arquitecto a especialização afigura-se fundamental à obtenção dos níveis de produtividade e qualidade hoje esperados na resposta deste profssional, à semelhança do que sucede noutras actividades liberais ou noutras áreas de actividade económica.


Na IKEN ARQUITECTURA reconhecemos que em termos de serviços de estudos e projectos somos mais eficientes em algumas áreas de actuação que noutras.


Por entre as várias escalas de intervenção admitidas ao arquitecto, optámos por colocar o nosso foco na escala do edifício e do espaço interior - na elaboração dos respectivos projectos de construção, ampliação, remodelação ou reabilitação. E, sem prejuízo da disponibilidade e interesse para abordar programas com que estejamos menos familiarizados, afirmamos que em resultado do nosso percurso precedente detemos competências e experiência de trabalho acrescidas para a elaboração de projectos de edifícios de habitação, particularmente plurifamiliar, assim como de edifícios de serviços, designadamente escritórios, ou de indústria.


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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL


Que benefício aportará a IA para a prestação do arquitecto?

Nenhumas dúvidas restam que a IA terá a curto prazo grandes impactos no trabalho dos arquitectos, propagando-se nos fóruns de debate receios de sua dispensa dos processos de intervenção. A profissão lidará com mais esse desafio, à semelhança do que soube fazer no passado perante inovações tecnológicas impactantes, designadamente no passado ainda não muito longínquo aquando da transição do desenho tradicional para o desenho assistido por computador.


Na IKEN ARQUITECTURA acreditamos que a afirmação da IA na fileira da construção, mais do que provocar o efeito de dispensa receado, irá realocar os recursos humanos para novas funções e alterar substancialmente a forma de desenvolvimento dos projectos, admissivelmente com vantagens para os interesses da sociedade.


Na realidade, a produção de projectos de edificação, não obstante os meios tecnológicos avançados já hoje nisso envolvidos e os elevados níveis de exigência colocados à tarefa, mantém-se, regra geral, à margem de um escrutínio de qualidade sistematizado, propiciando a existência de significativo nível de existência de erros e omissões na informação de projecto. A adopção de sistemas de certificação de projectos assentes na IA – ou de seu licenciamento - poderão facilitar um controlo de qualidade abrangente e ter, assim, por efeito uma generalizada melhoria do projecto enquanto instrumento de instrução de execução de uma obra. Na IKEN ARQUITECTURA estamos abertos a integrar as ferramentas emergentes de IA no processo de produção de projectos e, nesse quadro, focados em escrutinar como direccionar o impacto da IA em benefício da elaboração de projectos dos quais resultem, a par de um controlo orçamental mais rigoroso, uma melhor qualidade das edificações.


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